A história da cortiça

HÁ MUITO PARA SABER SOBRE A CORTIÇA

A cortiça é um material que deriva do sobreiro. A sua utilização já acontece há milhares de anos e sendo um produto natural tem variadíssimas aplicações no mundo moderno.

O que é exatamente a cortiça?

É a camada mais externa da casca de duas espécies diferentes de carvalho que crescem no Mediterrâneo e na região Ibérica. A cortiça é extraída quando a árvore atinge os 20 anos e depois extrai-se o material de 9 em 9 anos. A duração média de vida de uma árvore deste tipo é 150 anos.

 

Porque é que é um material tão útil?

A estrutura da cortiça possui muitas células vazias, o que a torna muito leve. Devido à sua baixa densidade, flutua sobre a água e é um material excelente para amortecimento e absorção sonora. É muito resistente e flexível, pelo que não é afetada facilmente por agressões do meio externo. A cortiça pode ser moldada em qualquer forma e é colhida por meios ambientalmente sustentáveis. Todas estas características tornam-na num material incrível!

A sua evolução ao longo dos anos

A cortiça tem sido usada ao longo dos anos sobretudo nas rolhas para garrafas de vinho e champanhe. A História diz que o material foi encontrado pela primeira vez nos túmulos do Egito. Os antigos gregos e romanos faziam uso deste material para redes de pesca, sandálias, rolhas de garrafa e dispositivos de flutuação individuais para os pescadores. Os aldeões da época utilizavam-na na construção das suas casas devido às suas propriedades isoladoras pois assim conseguiam manter as casas quentes no Inverno e frescas no Verão. Também era utilizada nos solos pois é um material confortável e que impede o ataque de insetos e outras pragas.

Com o passar dos anos, o material continuou a ter como utilização principal as rolhas das garrafas. Até meados dos anos 1700 a cortiça era colhida onde as árvores nasciam. Devido ao seu sucesso, começaram a cultivar propositadamente árvores de cortiça. Em 1688 Pierre Pérignon inventou o champanhe e usou uma rolha de cortiça para selar a sua invenção.

Em 1890 uma empresa alemã desenvolveu um método para usar os restos deste material. Conseguiram obter um método em que a cortiça podia ser cortada em folhas e utilizada de diversas formas e foi assim que nasceu a cortiça aglomerada. John Smith descobriu que usando calor e pressão para libertar as resinas naturais, ele conseguia criar um conglomerado de partículas de cortiça que não precisavam de qualquer material a liga-las. Mais tarde, Charles McManus encontrou um método de produção de cortiça aglomerada que podia ser usado para forrar tampas de garrafa e, desde então, foram experimentadas várias formas de utilização dos restos de cortiça, de modo a não desperdiçar nada.

 

Como é que a cortiça é extraída?

A cortiça é extraída das árvores de carvalho usando um machado especialmente projetado para o efeito. São feitos cortes verticais e horizontais através da casca, tendo sempre o máximo cuidado para não atingir a parte viva da árvore. Normalmente, esta extração é feita no tronco mas nas árvores de maiores dimensões os ramos mais baixos também são utilizados. A camada externa é então removida.

A cortiça extraída fica exposta ao sol e à chuva durante 6 meses pois isto vai fortalece-la e nivela-la. Após este período, a cortiça é tratada com calor e água para remover sujidade e substâncias químicas indesejáveis. Este tratamento vai deixar a rolha mais macia e suave.

Posteriormente, o material com menor qualidade é raspado e retirado e o restante é deixado para curar e secar num ambiente escuro e húmido. As partes com maior qualidade vão ser utilizadas para construir rolhas de garrafas e a de menor qualidade vai ser transformada em cortiça aglomerada.

 

Como é que o material é transformado em rolhas de vinho?

A cortiça é colocada numa câmara de vapor para amaciá-la e em seguida as placas são cortadas em tiras de largura de acordo com o tamanho da rolha que queremos obter. As rolhas são depois perfuradas a partir da laje e são utilizados tubos ocos para o efeito. As rolhas são lavadas, branqueadas e esterilizadas. Em seguida secam-se e são identificadas com uma etiqueta e podem ser tratadas com parafina ou silicone e são embaladas em sacos hermeticamente fechados.

 

Como funciona a cortiça aglomerada?

O material é partido em pequenos pedaços, e em seguida é moído até se obter a consistência desejada. É testada e embalada num molde e sujeita a pressão e vapor a altas temperaturas o que causa a libertação de agentes que mantém a cortiça unida.

Uma vez removidos do molde, os blocos são deixados a secar e a curar antes de serem cortados para moldar a sua utilização pretendida. Podem ser moldados em discos, tubos, folhas ou qualquer outra forma que se deseje.

 

O que acontece com as sobras?

A produção deste material é muito amiga do ambiente, e quaisquer resíduos de produtos podem ser readaptados e reutilizados. Os desperdícios da cortiça são moídos para uso em cortiça aglomerada e qualquer pó de cortiça pode ser usado como combustível nas fábricas.

Num mundo moderno cheio de materiais sintéticos, a cortiça continua a liderar o seu setor. Este material incrível e natural tem uma ampla gama de aplicações muito além do pensamento da rolha de garrafa de vinho. Todos os dias se procuram novas formas de usá-la e isso garante a sua utilização durante os anos vindouros!

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